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Carnívoros do Iguaçu

 

imagem4O Projeto Carnívoros do Iguaçu se dedica ao estudo e conservação da onça-pintada (Panthera onca) na região de influência do Parque Nacional do Iguaçu, que abriga a maior e mais meridional população da espécie no Brasil.

Nascido da necessidade de respostas para o evidente declínio da população local de onças desde os estudos pioneiros de Peter Crawshaw Jr. na década de 90, o projeto foi retomado em 2009 a partir de uma parceria inédita entre instituições públicas e privadas envolvendo a exploração turística do Parque.

Do repasse de recursos até sua aplicação nas atividades, o processo exigiu o envolvimento de outras instituições governamentais e organizações civis encarregadas da administração financeira, da coordenação técnico-científica e também da execução do Projeto. Em 2010 foi firmado um acordo de cooperação internacional com pesquisadores argentinos e desde então, a equipe vem utilizando diferentes estratégias de investigação com o objetivo de traçar um panorama conjunto da situação da espécie no contínuo de Floresta Atlântica compartilhado por ambos os países. Entre elas, destacam-se:

· A estimativa populacional das onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu;

· O monitoramento dos hábitos e deslocamento de animais marcados na natureza;

· A identificação e a quantificação das ameaças diretas e indiretas sobre as onças e as suas presas naturais;

· A avaliação dos impactos das onças sobre a criação de animais domésticos e outros conflitos com as comunidades da região;

· A caracterização dos perfis sanitários, reprodutivos e genéticos da população local.

Nossa expectativa final é de que os resultados destas investigações forneçam subsídios para o planejamento e implantação de medidas de manejo e conservação da onça-pintada no Alto Paraná e do Parque Nacional do Iguaçu, como:

· Implantar ações educativas e de manejo para a redução dos conflitos com as comunidades vizinhas;

· Estimar uma População Mínima Viável e a Área Dinâmica Mínima para a sustentabilidade da espécie no Corredor do Alto Paraná;

· Propor uma rede de Unidades de Conservação adequada à preservação dos felinos e da biodiversidade local.

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